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domingo, 21 de janeiro de 2024

AMPLIAÇÃO TEXTUAL - PROTOCOLO PRT 31.722.081.2024

 I - Introdução.

Disciplina: Metodologia para Estudo de Caso em Ciências da Saúde I

Estudo de Caso

PROTOCOLO 31.722.081-2024

 A proposta desta disciplina a ser ministrada como atividade complementar se justifica em função da relevância da formação do Mestrando e Doutorando, e no caso presente, se direciona a formação científica do especializando em Oncologia, Hematologia e Análises Clínicas.

Assim, a título de introdução se fundamenta que essa Unidade de Aprendizagem deve apresentar conteúdos que permitirá a compreensão sobre a elaboração de um projeto de pesquisa, atendendo o rigor científico. Neste sentido, no decorrer dos estudos o mestrando, doutorando e especializando se apropriará de novos conhecimentos, que permitirão o desenvolvimento de competências e habilidades para a elaboração de um projeto de pesquisa em estudo de caso.

Como pesquisador, o professor que subscreve o presente início da disciplina em comento, sugere conhecer, se apropriar de  conteúdos sobre ciência, métodos de abordagem e procedimentos e técnicas de pesquisa são contemplados, permitindo que se identifique as características que definem a ciência, as diferenças entre os métodos de abordagem e de procedimentos e as técnicas de pesquisa, que são alguns dos instrumentos de coleta de dados que podem ser utilizados numa investigação científica.

Relevante ainda, é compreender que nesta formação continuada o pesquisador com sólida formação ou em linha neste sentido,  tenha a possibilidade de compreender o conceito de pesquisa e sua classificação, permitindo identificar as diferenças entre os vários tipos de pesquisa e os tipos de abordagem.

Neste momento, se apresenta dois casos de estudos concretos. O primeiro na área de Pneumologia – Pleura e os achados no caso estudado; sendo o segundo na área da Ginecologia com ênfase em estudos analíticos do caso concreto apresentado.

Porém na disciplina sugerida junto ao Instituto de Pesquisa, se firma um conteúdo a ser estudado  que deve propiciar a compreensão das características que definem uma pesquisa do tipo estudo de caso. Ao mesmo tempo, o entendimento sobre as situações em que esse tipo de pesquisa é recomendado, quais suas vantagens, quais os tipos e quais as etapas que devem ser seguidas para a investigação do tema e/ou assunto.

O presente trabalho em comento será apresentado à comunidade científica intelectual, em nível mundial via

Assim sendo, na proposta da disciplina se deve instituir um capítulo de estudos que permita ao pesquisador, formação teórica para identificar  os itens que contemplam um projeto de pesquisa, com seus respectivos textos e os que fazem parte dos elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais.

O autor é especialista, pesquisador com título acadêmico em ESPECIALISTA EM HEMATOLOGIA (FACULDADE MAXIMUS); ESPECIALISTA EM ANÁLISES CLÍNICAS e ONCOLOGIA pelo PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DA FACULDADE BATISTA DE MINAS GERAIS. Estando ainda envolvida em projetos de Biofísica, Biologia Molecular, Física Médica e Química Médica ao longo dos últimos 15 anos, entendendo, pois, que o desenvolvimento da pesquisa é uma das finalidades das instituições de ensino superior, visando à produção de novos saberes por meio de estudos científicos, envolvendo docentes e discentes.

Desejo aos meus alunos e seguidores sucesso nos estudos!

Professora César Augusto Venâncio da Silva.

II - Prologo.

Considerando que as atividades de pesquisador requer estudar, compreender e desenvolver estratégicas para logística operacional se apresenta o presente PRIMEIRO ESTUDO DE CASO.  Nos termos: “PROTOCOLO DE PESQUISA: ESTUDO DE CASO PRT 31.706.007 - 2024. OBJETIVO: INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA DE UM CASO DE "NEOPLASIA". PNEUMOLOGIA. PLEURA”. https://oncologiabio.blogspot.com/

BIOLOGIA DO CÂNCER.

ESTUDO DE CASO – DADOS PARA ESTUDOS  ACADÊMICOS DE PESQUISA EM ONCOLOGIA.

Professor César AUGUSTO Venâncio da Silva – Especialista.

Endereço para acessar este CV: https://lattes.cnpq.br/7651390154710823

https://issuu.com/cesaraugustovenanciodasilva

cesarbiounifaveni@gmail.com

https://sso.acesso.gov.br/login?client_id=sso.cnpq.br%2Fauth%2F&authorization_id=18d232928e7

https://wwws.cnpq.br/cvlattesweb/PKG_MENU.menu?f_cod=B8B5F298DDEBF72B93E5A0749C9AC762

Endereço para acessar este CV: https://lattes.cnpq.br/7651390154710823

ESTUDO DE CASO.  EXAMES IMUNO HISTOQUÍMICO (A). RAIOS-X TORAX PA 0204030170. PO TARDIO PLEURODESE ESQUERDA. TOMOGRAFIA DO TÓRAX  COM CONTRASTE – 0206020031. PO PLEURAL METASTÁTICO COM INDICAÇÃO: PO TARDIO PLEURODESE ESQUERDA-FARMACOLOGIA CLÍNICA: CELESTAMINE. EXISTE DIABETE: SIM.... NÃO...... EXISTINDO: SUSPENDER METFORMINA 2 DIAS ANTES E NÃO USAR DOIS DIAS DEPOIS. PATOLOGIA CIRÚRGICA. CITOPATOLOGIA.  Natureza e sede do material realizado. - Biopsia pleural. Informações clínicas disponibilizadas. Derrame pleural associado a Nódulos pleurais.  Descrição macroscópica. Diversos fragmentos gelatinosos amarronzados irregulares e firmes, medindo 4 x 3,5 centímetros(2csr. Descrição microscópica e parecer da médica patologista que firmou o  laudo.  Neoplasia fuso celular  a esclarecer. Proliferação de células ovoides e fusiformes curtas de bordas indistintas e vasculatura ramificada com estroma hialinizado associado a áreas mixoides, formando arranjos nodulares. Necrose ausente. Invasão angiovascular não detectada. Na analises clínicas se sugere. Estudo imuno-histoquímico para definição dos componentes celulares descritos. 1.1   No grupo de estudo da Oncologia se sugere como painel inicial de propositura. 1.2   ACTINA DE MÚSCULO LISO. 1.3   DESMINA. 1.4   CD34. 1.5   S100. 1.6   CD31. 1.7   CD99. 1.8   STAT6. BASE DE REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA PARA ESTUDOS DE PESQUISAS NO CONTEXTO DOS ESTUDOS DA BIOLOGIA DO CÂNCER.

ESTUDO DO CASO.

PROTOCOLO DE PESQUISA: ESTUDO DE CASO PRT 31.706.007 - 2024. OBJETIVO: INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA DE UM CASO DE "NEOPLASIA". PNEUMOLOGIA. PLEURA”. https://oncologiabio.blogspot.com/

Conforme relatado o presente estudo é uma estratégia de pesquisa científica que analisa fenômeno apresentado, atual e em seu contexto real e as variáveis que o influenciam. Trata-se de um estudo intensivo e sistemático sobre uma intervenção denominada “Pleurodese”. E os resultados posteriores em face dos produtos biológicos retirados para análise patológica, etc..

I - ANÁLISES PRELIMINARES.

1.1  – PLEURODESE.

A Pleurodese é um procedimento médico invasivo que tem como objetivo eliminar o espaço pleural, que corresponde ao espaço localizado entre as duas membranas que revestem o pulmão, evitando o acúmulo de líquidos e/ou ar nessa região, o que pode interferir diretamente na respiração, podendo colocar em risco a integridade física do paciente e colocar sua vida em risco.

Objetivamente a pleurodese busca prevenir a ocorrência de derrame pleural e pneumotórax, que são situações em que há dificuldade para respirar, dor no peito e tosse, por exemplo.

No caso do derrame pleural, há acúmulo de líquidos no espaço pleural, que é o espaço entre o pulmão e a membrana externa que recobre esse órgão, enquanto que o pneumotórax acontece quando o ar que deveria estar no pulmão, escapa para o espaço pleural e fica entre os pulmões e a parede torácica, aumentando a pressão sobre esse órgão e resultando nos sintomas.

 

Podemos declarar que a pleurodese torna-se ato cirúrgico com o objetivo de promover a eliminação do espaço pleural, evitando o acúmulo de líquidos ou presença de ar no espaço pleural, sendo então possível prevenir a recorrência dessas situações.

1.2  – REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA COMPLEMENTAR (PLEURODESE).

 

1.2.1.1.1                 OXFORD UNIVERSITY HOSPITALS. Pleurodesis - Information for patients. 2015. Disponível em: <https://www.ouh.nhs.uk/patient-guide/leaflets/files/12373Ppleurodesis.pdf>. Acesso em 06 nov 2019

1.2.1.1.2                 CARDIOVASCULAR AND INTERVENTIONAL RADIOLOGICAL SOCIETY OF EUROPE. Pleurodesis. Disponível em: <https://www.cirse.org/patients/ir-procedures/pleurodesis/>. Acesso em 06 nov 2019

1.2.1.1.3                 SAITO, Eduardo H.; NUNES, Rodolfo A.; HIGA, Cláudio. Pleurodese. Pulmão RJ. Vol 15. 2 ed; 110-116, 2006

1.2.1.1.4                 VAZ, Marcelo Costa et. al.. Pleurodese: técnica e indicações. J Bras Pneumol. . 32. 4; 347-356, 2006

1.2.1.1.5                 MELO, Ricardo; Gonçalves, J. Rosal. Pleurodese. Journal of Pulmonology. 10. 4; 305-317, 2004.

1.2.1.1.6                 STATPEARLS. Features, Evaluation, and Treatment of Coronavirus (COVID-19). 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK554776/>. Acesso em 12 dez 2022

1.2.1.1.7                 XIA, Tianyi et al. Small Solitary Ground-Glass Nodule on CT as an Initial Manifestation of Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) Pneumonia. Korean J Radiol. Vol.21, n.5. 545–549, 2020

1.2.1.1.8                 CRUICKSHANK, Ashleigh; STIELER, Geoff; AMEER, Faisal. Evaluation of the solitary pulmonary nodule. Intern Med J. Vol.49, n.3. 306-315, 2019

1.2.1.1.9                 NASIM, Faria; OST, David E. Management of the solitary pulmonary nodule. Curr Opin Pulm Med. Vol.25, n.4. 344-353, 2019

1.2.1.1.10             STATPEARLS. Solitary Pulmonary Nodule. 2021. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK556143/>. Acesso em 12 dez 2022

1.2.1.1.11             CLEVELAND CLINIC. Pulmonary Nodules. Disponível em: <https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/14799-pulmonary-nodules>. Acesso em 16 out 2019

1.2.1.1.12             ROGEL CANCER CENTER. Lung Nodules. Disponível em: <https://www.rogelcancercenter.org/thoracic-cancer/lung-nodules>. Acesso em 16 out 2019

1.2.1.1.13             AMERICAN THORACIC SOCIETY. Patiente Education - What is a Lung Nodule?. 2016. Disponível em: <https://www.thoracic.org/patients/patient-resources/resources/lung-nodules-online.pdf>. Acesso em 16 out 2019

 

1.3  – A presença de derrame pleural recidivante.

De outro lado em Estudos de outros Casos se observa a presença de derrame pleural recidivante que é uma situação clínica comum que compromete a qualidade de vida dos pacientes, em especial dos portadores de doença oncológica em estágio avançado. A abordagem terapêutica do espaço pleural é variada, incluindo procedimentos agressivos como a pleurectomia. A pleurodese é a técnica mais frequentemente utilizada, podendo ser induzida tanto através da inserção de cateteres pleurais, como por procedimentos cirúrgicos amplos (toracotomia). São vários os agentes esclerosantes indicados, incluindo o talco, que é o mais utilizado, o nitrato de prata e recentemente as citocinas proliferativas.

 

1.3.1 - Derrame pleural recidivante.

 

Ciente é que os derrames pleurais são acúmulos de líquido dentro do espaço pleural. Eles têm múltiplas causas e normalmente, são classificados como transudatos ou exsudatos. São detectados por exame físico ou radiografia de tórax; a toracocentese e a análise do líquido pleural costumam ser necessárias para determinar a causa. Os transudatos assintomáticos não necessitam de tratamento. Os transudatos sintomáticos e quase todos os exsudatos requerem toracocentese, drenagem torácica, pleurectomia, ou uma combinação destes procedimentos. Em condições normais, 10 a 20 mL de líquido pleural, com composição semelhante ao plasma, mas com conteúdo mais baixo de proteína (< 1,5 g/dL [< 15 g/L]), espalham-se finamente pelas pleuras viscerais e parietais, facilitando o movimento entre os pulmões e a parede torácica. O líquido proveniente dos capilares sistêmicos da pleura parietal entra na cavidade pleural e sai pelos estomas e linfáticos do mesmo folheto. O líquido acaba sendo drenado para o átrio direito, portanto a depuração depende em parte das pressões do lado direito. O líquido pleural acumula-se quando entra muito ou sai pouco líquido da cavidade pleural.

 

1.3.1. NT 001 - Derrame pleural recidivante. NOTA TÉCNICA –  RECURSOS DO ASSUNTO: ÁUDIO.  Atrito pleural. Som parecido com ruído de couro que se modifica de acordo com o ciclo respiratório.

https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-pulmonares/doen%C3%A7as-mediastinais-e-pleurais/derrame-pleural

A fricção por atrito pleural é um som de respiração rouca causada por inflamação dos tecidos ao redor dos pulmões. O som é geralmente “irritante” ou “rangido”. Também foi comparado ao som de andar na neve fresca. A Pleura se constitui por duas finas camadas de tecido que separam os pulmões da cavidade torácica. Uma dessas camadas da pleura está firmemente presa aos pulmões e a outra ao revestimento da parede torácica. Há um pequeno espaço cheio de fluido entre eles, conhecido como cavidade pleural. O paciente pode sentir dor e atrito pleural quando essas duas camadas de tecido ficam inflamadas ou perdem a lubrificação entre elas. Um atrito pleural pode ser um sintoma de uma condição pulmonar grave. Para o pesquisador que desenvolve estratégias de tratamento e profilaxia de doenças é importante conhecer as causas mais comuns de atrito pleural, todavia é importante frisar que somente o profissional médico inscrito no CFM através de seus Conselhos Estaduais pode como profissional de saúde e aplicar as opções de tratamento mais comuns ao caso concreto.

 

1.3.1. NT 002 – Pleurisia.

Um atrito pleural é quase sempre um sinal de pleurisia. Pleurisia, também conhecida como pleurite, é outro nome para inflamação dos tecidos da pleura ao redor dos pulmões. Condições que levam à pleurisia também podem causar atrito pleural. V. Arquivo de áudio cedido por cortesia de David W. Cugell, MD. Áudio Player. Atrito pleural - Som parecido com ruído de couro que se modifica de acordo com o ciclo respiratório. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-pulmonares/doen%C3%A7as-mediastinais-e-pleurais/derrame-pleural

ICONOGRAFIA 001 - 1.3.1. NT 002 –

ICONOGRAFIA 002 - 1.3.1. NT 002 –

ICONOGRAFIA 003 - 1.3.1. NT 002 –

1.3.1. NT 003 – CAUSAS DE DERRAME PLEURAL A SEREM INVESTIGADAS DE CASO A CASO - Tabela Analítica - RECURSOS DO ASSUNTO : TABELA 001NT 003.

Causas do derrame pleural*

Causa

Comentários

Transudato

Insuficiência cardíaca

Derrame bilateral, 81%; lado direito, 12%; lado esquerdo, 7%

Na insuficiência ventricular esquerda, há um aumento da pressão intersticial, que atravessa a pleura visceral e entra no espaço pleural

Cirrose com ascite (hidrotórax hepático)

Derrame do lado direito, 70%; lado esquerdo, 15%; bilateral, 15%

O líquido ascítico migra para a cavidade pleural através de orifícios diafragmáticos

Derrame ocorre em 5% dos pacientes com ascite clinicamente aparente

Hipoalbuminemia

Incomum

Derrame bilateral em mais de 90%

Diminuição na pressão oncótica intravascular, que leva a derrames pleurais

Associado a anasarca ou edema em outro local

Síndrome nefrótica

Derrame geralmente bilateral; comumente subpulmonar

A diminuição da pressão oncótica intravascular associada à hipervolemia provoca transudação para a cavidade pleural

Hidronefrose

A urina disseca o retroperitônio, alcançando o espaço pleural e provocando urinotórax

Pericardite constritiva

Aumento da pressão hidrostática IV nos lados direito e esquerdo

Em alguns pacientes, acompanhado por anasarca maciça e ascite por um mecanismo semelhante ao do hidrotórax hepático

Atelectasia

Aumento da pressão intrapleural negativa

Diálise peritoneal

Mecanismo semelhante ao hidrotórax hepático

Líquido pleural tem características semelhantes às do líquido dialisado

Pulmão encarcerado

O encarceramento com tecido fibroso aumenta a pressão intrapleural negativa

Pode ser exsudativo ou limítrofe

Síndrome do extravasamento capilar sistêmico

Rara

Evolui com anasarca e derrame pericárdico

Mixedema no (hipotireoidismo)

Derrame ocorre em cerca de 5%

Geralmente, é transudato se houver também derrame pericárdico, devido a pressões hidrostáticas elevadas; transudato ou exsudato se for derrame pleural isolado

Exsudato

Pneumonia (derrame parapneumônico)

Pode não haver complicação ou ser loculada e/ou também purulenta (empiema)

É necessária toracocentese para a diferenciação

Câncer

Pulmão, linfoma e mama são as neoplasias mais comuns, mas pode haver derrame com qualquer tumor metastático para a pleura

A dor torácica é tipicamente difusa e constante

Embolia pulmonar

Derrame em cerca de 30% dos casos:

Quase sempre exsudativo; sanguinolento em mais de 50%

Presume-se embolia pulmonar quando a dispneia for desproporcional ao tamanho do derrame

Infecção viral

Derrame geralmente pequeno, com ou sem infiltrado parenquimatoso

Predominam sintomas sistêmicos em vez de pulmonares

Cirurgia de revascularização coronariana

Maior ou somente do lado esquerdo: 73%; bilateral e igual: 20%; maior ou somente do lado direito: 7%

> 25% do hemitórax preenchido com líquido no 30° dia de pós-operatório em 10% dos pacientes

Derrames sanguinolentos relacionados à sangramento pós-operatório provavelmente se resolvem

Derrames não sanguinolentos têm probabilidade de recorrer; etiologia desconhecida, mas provavelmente de causa imunológica

Tuberculose (TB)

Derrame geralmente unilateral ou ipsilateral aos infiltrados parenquimatosos, se presentes

Derrame decorrente de reação de hipersensibilidade à proteína da tuberculose

Culturas positivas do líquido pleural para tuberculose acima de 20%

Sarcoidose

Derrame em 1–2%

Pacientes têm sarcoide parenquimatoso extenso e, com frequência, sarcoide extratorácico

Granulomas pleurais em muitos pacientes sem derrame

Líquido pleural é predominantemente linfocítico

Uremia

Derrame em cerca de 3%

Mais de 50% têm sintomas secundários ao derrame: mais comumente febre (50%), dor torácica (30%), tosse (35%) e dispneia (20%)

Diagnóstico por exclusão

Abscesso infradiafragmático

Causa derrame subpulmonar “simpático”

Neutrófilos predominam no líquido pleural

pH e dextrose normais

Infecção pelo HIV

Derrame com múltiplos fatores etiológicos: Pneumonias (parapneumônico), incluindo pneumonia por Pneumocystis jirovecii, outras infecções oportunistas, tuberculose e sarcoma de Kaposi pulmonar

Artrite reumatoide

O paciente é tipicamente um homem idoso com nódulos reumatoides e artrite deformante

Deve-se diferenciar do derrame parapneumônico (ambos caracterizados por baixo nível de glicose e pH e LDH [desidrogenase láctica] alta)

Lúpus eritematoso sistêmico

O derrame pode ser a primeira manifestação do lúpus eritematoso sistêmico

Comum no lúpus eritematoso sistêmico induzido por fármaco

Diagnóstico estabelecido por provas sorológicas do sangue e não do líquido pleural

Fármacos

Muitos fármacos, principalmente a bromocriptina, dantroleno, nitrofurantoína, interleucina-2 (para o tratamento de câncer de células renais e melanoma) e metisergida

Síndrome de hiperestimulação ovariana

Síndrome que ocorre como uma complicação da indução da ovulação com gonadotropina coriônica humana (hCG) e, ocasionalmente, clomifeno

Derrame desenvolve-se 7–14 dias após a injeção de hCG

52% no lado direito; 27%, bilateral

Pancreatite

Aguda: derrame ocorre em cerca de 50%: bilateral, 77%; do lado esquerdo, 16%; do lado direito, 8%

O derrame decorre da passagem de líquido inflamatório exsudativo do diafragma e inflamação diafragmática

Crônica: derrame decorre de trato sinusal do pseudocisto pancreático através do diafragma até a cavidade pleural

Predomínio dos sintomas torácicos em vez de abdominais

Pacientes com caquexia que se assemelha à do câncer

Síndrome da veia cava superior

Derrame geralmente causado por obstrução do fluxo linfático intratorácico venoso por câncer ou trombose em um catéter central

Pode ser um exsudado ou um quilotórax

Ruptura esofágica

Pacientes em estado grave

Emergência médica

Morbidade e mortalidade decorrentes de infecção do mediastino e da cavidade pleural

Derrame pleural benigno da asbestose

Derrame ocorre em menos de 30 anos após a exposição inicial

Frequentemente assintomático

Tende a regredir e reincidir

Deve-se excluir mesotelioma

Tumor ovariano benigno (síndrome de Meigs)

Mecanismo semelhante ao hidrotórax hepático

Cirurgia às vezes indicada para pacientes com massa ovariana, ascite e derrame pleural

O diagnóstico requer o desaparecimento da ascite e do derrame no pós-operatório

Síndrome das unhas amarelas

Tríade de derrame pleural, linfedema e unhas amarelas algumas vezes surgem depois de décadas

Líquido pleural tem teor relativamente elevado de proteína e baixo de desidrogenase láctica

Derrame tende a recorrer

Ausência de dor torácica pleurítica

* As causas estão listadas primeiras em ordem aproximada de maior frequência.

1.3.1.1 - Transudatos.

 

1.3.1.2 - Exsudatos.

 

1.3.2 - Procedimentos agressivos: pleurectomia.

 

1.3.3 - Inserção de cateteres pleurais.

 

1.3.4 - Procedimentos cirúrgicos amplos (toracotomia).

 

1.3.5 - Agentes esclerosantes.

 

1.3.6 - Talco.

 

1.3.7 - Nitrato de prata.

 

1.3.8 - Citocinas proliferativas.

 

1.4  – PROCEDIMENTOS – Toracotomia. Toracoscopia.

De forma geral, a pleurodese pode ser feita por meio da toracotomia, em que é feita abertura da cavidade torácica para visualizar o pulmão e estruturas associadas, ou toracoscopia, que corresponde a um exame em que é feita a visualização do espaço pleural através de um tubo flexível que possui uma pequena câmera em sua extremidade. Esses procedimentos podem ser feitos sob anestesia geral ou com a pessoa acordada sob sedação.

De acordo com a forma como é feita a eliminação do espaço pleural, o que pode variar de acordo com a recorrência das alterações pulmonares, a pleurodese pode ser classificada em:

·         Pleurodese química, em que são administrados medicamentos com o objetivo de favorecer a formação a aderência do pulmão e parede do tórax, eliminando o espaço pleural;

·         Pleurodese abrasiva, em que é feita uma esfoliação das células da pleura, provocando irritação do tecido local e favorecendo a formação de tecido cicatricial, o que facilita a aderência entre o pulmão e a parede do tórax.

Em alguns casos, durante a realização da pleurodese, o médico pode realizar outro procedimento que tem como objetivo drenar o líquido e/ou ar que se encontra em torno dos pulmões, promovendo alívio dos sintomas.

Apesar de raro, é possível que existam algumas complicações do procedimento, como infecção, febre e dor no local em que foi realizado o procedimento e, por isso, é importante que a pessoa seja acompanhada pela equipe médica para que possam ser tomadas as medidas necessárias caso exista necessidade.

1.4.1.1  -  Convalescência empós PLEURODESE.

1.4.1.1  -  MODALIDADE DE PROCEDIMENTO  Toracotomia.

1.4.1.2  - MODALIDADE DE PROCEDIMENTO  Toracoscopia.

A Pleurodese é um procedimento médico invasivo que tem como objetivo eliminar o espaço pleural, que corresponde ao espaço localizado entre as duas membranas que revestem o pulmão, evitando o acúmulo de líquidos e/ou ar nessa região, o que pode interferir diretamente na respiração, podendo colocar em risco a integridade física do paciente e colocar sua vida em risco.

Objetivamente a pleurodese busca prevenir a ocorrência de derrame pleural e pneumotórax, que são situações em que há dificuldade para respirar, dor no peito e tosse, por exemplo.

No caso do derrame pleural, há acúmulo de líquidos no espaço pleural, que é o espaço entre o pulmão e a membrana externa que recobre esse órgão, enquanto que o pneumotórax acontece quando o ar que deveria estar no pulmão, escapa para o espaço pleural e fica entre os pulmões e a parede torácica, aumentando a pressão sobre esse órgão e resultando nos sintomas.

 

Podemos declarar que a pleurodese torna-se ato cirúrgico com o objetivo de promover a eliminação do espaço pleural, evitando o acúmulo de líquidos ou presença de ar no espaço pleural, sendo então possível prevenir a recorrência dessas situações.

1.5   ANATOMOFISIOPATOLOGIA DO CASO CONCRETO.

1.5.1        - Espaço pleural.

1.5.1 - Membranas que revestem o pulmão.

1.5.2 - Acúmulo de líquidos.

1.5.3 - Derrame Pleural.

1.5.4 - Derrame Pneumotórax.

PLEURODESE ESQUERDA

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