I - Introdução.
Disciplina:
Metodologia para Estudo de Caso em Ciências da Saúde I
Estudo
de Caso
PROTOCOLO
31.722.081-2024
A proposta desta disciplina a ser ministrada
como atividade complementar se justifica em função da relevância da formação do
Mestrando e Doutorando, e no caso presente, se direciona a formação científica
do especializando em Oncologia, Hematologia e Análises Clínicas.
Assim,
a título de introdução se fundamenta que essa Unidade de Aprendizagem deve
apresentar conteúdos que permitirá a compreensão sobre a elaboração de um
projeto de pesquisa, atendendo o rigor científico. Neste sentido, no decorrer
dos estudos o mestrando, doutorando e especializando se apropriará de novos
conhecimentos, que permitirão o desenvolvimento de competências e habilidades
para a elaboração de um projeto de pesquisa em estudo de caso.
Como
pesquisador, o professor que subscreve o presente início da disciplina em
comento, sugere conhecer, se apropriar de
conteúdos sobre ciência, métodos de abordagem e procedimentos e técnicas
de pesquisa são contemplados, permitindo que se identifique as características
que definem a ciência, as diferenças entre os métodos de abordagem e de
procedimentos e as técnicas de pesquisa, que são alguns dos instrumentos de
coleta de dados que podem ser utilizados numa investigação científica.
Relevante
ainda, é compreender que nesta formação continuada o pesquisador com sólida
formação ou em linha neste sentido,
tenha a possibilidade de compreender o conceito de pesquisa e sua
classificação, permitindo identificar as diferenças entre os vários tipos de
pesquisa e os tipos de abordagem.
Neste
momento, se apresenta dois casos de estudos concretos. O primeiro na área de
Pneumologia – Pleura e os achados no caso estudado; sendo o segundo na área da
Ginecologia com ênfase em estudos analíticos do caso concreto apresentado.
Porém
na disciplina sugerida junto ao Instituto de Pesquisa, se firma um conteúdo a
ser estudado que deve propiciar a
compreensão das características que definem uma pesquisa do tipo estudo de
caso. Ao mesmo tempo, o entendimento sobre as situações em que esse tipo de
pesquisa é recomendado, quais suas vantagens, quais os tipos e quais as etapas
que devem ser seguidas para a investigação do tema e/ou assunto.
O
presente trabalho em comento será apresentado à comunidade científica
intelectual, em nível mundial via
Assim
sendo, na proposta da disciplina se deve instituir um capítulo de estudos que
permita ao pesquisador, formação teórica para identificar os itens que contemplam um projeto de
pesquisa, com seus respectivos textos e os que fazem parte dos elementos
pré-textuais, textuais e pós-textuais.
O
autor é especialista, pesquisador com título acadêmico em ESPECIALISTA EM HEMATOLOGIA
(FACULDADE MAXIMUS); ESPECIALISTA EM ANÁLISES CLÍNICAS e ONCOLOGIA pelo
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DA FACULDADE BATISTA DE MINAS GERAIS. Estando ainda
envolvida em projetos de Biofísica, Biologia Molecular, Física Médica e Química
Médica ao longo dos últimos 15 anos, entendendo, pois, que o desenvolvimento da
pesquisa é uma das finalidades das instituições de ensino superior, visando à
produção de novos saberes por meio de estudos científicos, envolvendo docentes
e discentes.
Desejo
aos meus alunos e seguidores sucesso nos estudos!
Professora
César Augusto Venâncio da Silva.
II - Prologo.
Considerando que as atividades de
pesquisador requer estudar, compreender e desenvolver estratégicas para
logística operacional se apresenta o presente PRIMEIRO ESTUDO DE CASO. Nos termos:
“PROTOCOLO
DE PESQUISA: ESTUDO DE CASO PRT 31.706.007 - 2024. OBJETIVO: INVESTIGAÇÃO
CIENTÍFICA DE UM CASO DE "NEOPLASIA". PNEUMOLOGIA. PLEURA”.
https://oncologiabio.blogspot.com/
BIOLOGIA DO CÂNCER.
ESTUDO DE CASO – DADOS PARA ESTUDOS ACADÊMICOS DE
PESQUISA EM ONCOLOGIA.
Professor César AUGUSTO Venâncio da Silva – Especialista.
Endereço para acessar este CV: https://lattes.cnpq.br/7651390154710823
https://issuu.com/cesaraugustovenanciodasilva
https://sso.acesso.gov.br/login?client_id=sso.cnpq.br%2Fauth%2F&authorization_id=18d232928e7
https://wwws.cnpq.br/cvlattesweb/PKG_MENU.menu?f_cod=B8B5F298DDEBF72B93E5A0749C9AC762
Endereço para acessar este CV: https://lattes.cnpq.br/7651390154710823
ESTUDO
DE CASO. EXAMES IMUNO HISTOQUÍMICO (A).
RAIOS-X TORAX PA 0204030170. PO TARDIO PLEURODESE ESQUERDA. TOMOGRAFIA DO
TÓRAX COM CONTRASTE – 0206020031. PO PLEURAL METASTÁTICO COM
INDICAÇÃO: PO TARDIO PLEURODESE ESQUERDA-FARMACOLOGIA CLÍNICA: CELESTAMINE.
EXISTE DIABETE: SIM.... NÃO...... EXISTINDO: SUSPENDER METFORMINA 2 DIAS ANTES
E NÃO USAR DOIS DIAS DEPOIS. PATOLOGIA CIRÚRGICA. CITOPATOLOGIA. Natureza
e sede do material realizado. - Biopsia pleural. Informações clínicas
disponibilizadas. Derrame pleural associado a Nódulos pleurais. Descrição
macroscópica. Diversos fragmentos gelatinosos amarronzados irregulares e
firmes, medindo 4 x 3,5 centímetros(2csr. Descrição microscópica e parecer da
médica patologista que firmou o laudo. Neoplasia fuso celular a
esclarecer. Proliferação de células ovoides e fusiformes curtas de bordas
indistintas e vasculatura ramificada com estroma hialinizado associado a áreas
mixoides, formando arranjos nodulares. Necrose ausente. Invasão angiovascular
não detectada. Na analises clínicas se sugere. Estudo imuno-histoquímico para
definição dos componentes celulares descritos. 1.1 No grupo de
estudo da Oncologia se sugere como painel inicial de propositura.
1.2 ACTINA DE MÚSCULO LISO. 1.3 DESMINA.
1.4 CD34. 1.5 S100.
1.6 CD31. 1.7 CD99.
1.8 STAT6. BASE DE REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA PARA ESTUDOS DE
PESQUISAS NO CONTEXTO DOS ESTUDOS DA BIOLOGIA DO CÂNCER.
ESTUDO DO CASO.
Conforme relatado o presente estudo é
uma estratégia de pesquisa científica que analisa fenômeno
apresentado, atual e em seu contexto real e as variáveis que o
influenciam. Trata-se de um estudo intensivo e sistemático sobre uma intervenção
denominada “Pleurodese”. E os resultados
posteriores em face dos produtos biológicos retirados para análise patológica,
etc..
I - ANÁLISES PRELIMINARES.
1.1 – PLEURODESE.
A Pleurodese é um procedimento médico invasivo que tem como
objetivo eliminar o espaço pleural, que corresponde ao espaço localizado entre
as duas membranas que revestem o pulmão, evitando o acúmulo de líquidos e/ou ar
nessa região, o que pode interferir diretamente na respiração, podendo colocar
em risco a integridade física do paciente e colocar sua vida em risco.
Objetivamente a pleurodese busca prevenir a ocorrência de
derrame pleural e pneumotórax, que são situações em que há dificuldade para
respirar, dor no peito e tosse, por exemplo.
No caso do derrame pleural, há acúmulo de líquidos no espaço pleural,
que é o espaço entre o pulmão e a membrana externa que recobre esse órgão,
enquanto que o pneumotórax acontece quando o ar que deveria estar no pulmão,
escapa para o espaço pleural e fica entre os pulmões e a parede torácica,
aumentando a pressão sobre esse órgão e resultando nos sintomas.
Podemos declarar que a pleurodese torna-se ato cirúrgico
com o objetivo de promover a eliminação do espaço pleural, evitando o acúmulo
de líquidos ou presença de ar no espaço pleural, sendo então possível prevenir
a recorrência dessas situações.
1.2 – REFERÊNCIA
BIBLIOGRÁFICA COMPLEMENTAR (PLEURODESE).
1.2.1.1.1
OXFORD UNIVERSITY HOSPITALS. Pleurodesis - Information
for patients. 2015. Disponível em:
<https://www.ouh.nhs.uk/patient-guide/leaflets/files/12373Ppleurodesis.pdf>.
Acesso em 06 nov 2019
1.2.1.1.2
CARDIOVASCULAR AND INTERVENTIONAL RADIOLOGICAL SOCIETY OF
EUROPE. Pleurodesis. Disponível em:
<https://www.cirse.org/patients/ir-procedures/pleurodesis/>. Acesso em 06
nov 2019
1.2.1.1.3
SAITO, Eduardo H.; NUNES, Rodolfo A.; HIGA, Cláudio.
Pleurodese. Pulmão RJ. Vol 15. 2 ed; 110-116, 2006
1.2.1.1.4
VAZ, Marcelo Costa et. al.. Pleurodese: técnica e
indicações. J Bras Pneumol. . 32. 4; 347-356, 2006
1.2.1.1.5
MELO, Ricardo; Gonçalves, J. Rosal. Pleurodese. Journal
of Pulmonology. 10. 4; 305-317, 2004.
1.2.1.1.6
STATPEARLS. Features, Evaluation, and Treatment of
Coronavirus (COVID-19). 2022. Disponível em:
<https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK554776/>. Acesso em 12 dez 2022
1.2.1.1.7
XIA, Tianyi et al. Small Solitary Ground-Glass Nodule on
CT as an Initial Manifestation of Coronavirus Disease 2019 (COVID-19)
Pneumonia. Korean J Radiol. Vol.21, n.5. 545–549, 2020
1.2.1.1.8
CRUICKSHANK, Ashleigh; STIELER, Geoff; AMEER, Faisal.
Evaluation of the solitary pulmonary nodule. Intern Med J. Vol.49, n.3.
306-315, 2019
1.2.1.1.9
NASIM, Faria; OST, David E. Management of the solitary
pulmonary nodule. Curr Opin Pulm Med. Vol.25, n.4. 344-353, 2019
1.2.1.1.10
STATPEARLS. Solitary Pulmonary Nodule. 2021. Disponível
em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK556143/>. Acesso em 12 dez
2022
1.2.1.1.11
CLEVELAND CLINIC. Pulmonary Nodules. Disponível em:
<https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/14799-pulmonary-nodules>.
Acesso em 16 out 2019
1.2.1.1.12
ROGEL CANCER CENTER. Lung Nodules. Disponível em:
<https://www.rogelcancercenter.org/thoracic-cancer/lung-nodules>. Acesso
em 16 out 2019
1.2.1.1.13
AMERICAN THORACIC SOCIETY. Patiente Education - What is a
Lung Nodule?. 2016. Disponível em:
<https://www.thoracic.org/patients/patient-resources/resources/lung-nodules-online.pdf>.
Acesso em 16 out 2019
1.3
– A presença de
derrame pleural recidivante.
De outro lado em Estudos de outros Casos se observa a
presença de derrame pleural recidivante que é uma situação clínica comum que
compromete a qualidade de vida dos pacientes, em especial dos portadores de
doença oncológica em estágio avançado. A abordagem terapêutica do espaço
pleural é variada, incluindo procedimentos agressivos como a pleurectomia. A
pleurodese é a técnica mais frequentemente utilizada, podendo ser induzida
tanto através da inserção de cateteres pleurais, como por procedimentos
cirúrgicos amplos (toracotomia). São vários os agentes esclerosantes indicados,
incluindo o talco, que é o mais utilizado, o nitrato de prata e recentemente as
citocinas proliferativas.
1.3.1 - Derrame
pleural recidivante.
Ciente é que os derrames pleurais são acúmulos de líquido
dentro do espaço pleural. Eles têm múltiplas causas e normalmente, são
classificados como transudatos ou exsudatos. São detectados por exame físico ou
radiografia de tórax; a toracocentese e a análise do líquido pleural costumam
ser necessárias para determinar a causa. Os transudatos assintomáticos não
necessitam de tratamento. Os transudatos sintomáticos e quase todos os
exsudatos requerem toracocentese, drenagem torácica, pleurectomia, ou uma
combinação destes procedimentos. Em condições normais, 10 a 20 mL de líquido
pleural, com composição semelhante ao plasma, mas com conteúdo mais baixo de
proteína (< 1,5 g/dL [< 15 g/L]), espalham-se finamente pelas pleuras
viscerais e parietais, facilitando o movimento entre os pulmões e a parede
torácica. O líquido proveniente dos capilares sistêmicos da pleura parietal
entra na cavidade pleural e sai pelos estomas e linfáticos do mesmo folheto. O
líquido acaba sendo drenado para o átrio direito, portanto a depuração depende
em parte das pressões do lado direito. O líquido pleural acumula-se quando
entra muito ou sai pouco líquido da cavidade pleural.
1.3.1. NT 001 -
Derrame pleural recidivante. NOTA TÉCNICA – RECURSOS DO ASSUNTO: ÁUDIO. Atrito
pleural. Som parecido com ruído de couro que se modifica de acordo com o ciclo
respiratório.
A fricção por atrito pleural é um som de respiração rouca
causada por inflamação dos tecidos ao redor dos pulmões. O som é geralmente
“irritante” ou “rangido”. Também foi comparado ao som de andar na neve fresca. A
Pleura se constitui por duas finas camadas de tecido que separam os pulmões da
cavidade torácica. Uma dessas camadas da pleura está firmemente presa aos
pulmões e a outra ao revestimento da parede torácica. Há um pequeno espaço
cheio de fluido entre eles, conhecido como cavidade pleural. O paciente pode
sentir dor e atrito pleural quando essas duas camadas de tecido ficam
inflamadas ou perdem a lubrificação entre elas. Um atrito pleural pode ser um
sintoma de uma condição pulmonar grave. Para o pesquisador que desenvolve
estratégias de tratamento e profilaxia de doenças é importante conhecer as
causas mais comuns de atrito pleural, todavia é importante frisar que somente o
profissional médico inscrito no CFM através de seus Conselhos Estaduais pode como
profissional de saúde e aplicar as opções de tratamento mais comuns ao caso
concreto.
1.3.1. NT 002 – Pleurisia.
Um
atrito pleural é quase sempre um sinal de pleurisia. Pleurisia, também
conhecida como pleurite, é outro nome para inflamação dos tecidos da pleura ao
redor dos pulmões. Condições que levam à pleurisia também podem causar atrito
pleural. V. Arquivo de áudio cedido por
cortesia de David W. Cugell, MD. Áudio Player. Atrito pleural - Som parecido
com ruído de couro que se modifica de acordo com o ciclo respiratório. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-pulmonares/doen%C3%A7as-mediastinais-e-pleurais/derrame-pleural
ICONOGRAFIA 001 - 1.3.1. NT 002 –
ICONOGRAFIA 002 - 1.3.1. NT 002 –
ICONOGRAFIA 003 - 1.3.1. NT 002 –
1.3.1. NT 003 – CAUSAS DE DERRAME PLEURAL A
SEREM INVESTIGADAS DE CASO A CASO - Tabela Analítica - RECURSOS DO ASSUNTO :
TABELA 001NT 003.
Causas do derrame pleural*
|
Causa |
Comentários |
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Transudato |
|
|
Derrame
bilateral, 81%; lado direito, 12%; lado esquerdo, 7% Na
insuficiência ventricular esquerda, há um aumento da pressão intersticial,
que atravessa a pleura visceral e entra no espaço pleural |
|
|
Cirrose com ascite
(hidrotórax hepático) |
Derrame
do lado direito, 70%; lado esquerdo, 15%; bilateral, 15% O líquido
ascítico migra para a cavidade pleural através de orifícios diafragmáticos Derrame
ocorre em 5% dos pacientes com ascite clinicamente aparente |
|
Hipoalbuminemia |
Incomum Derrame
bilateral em mais de 90% Diminuição
na pressão oncótica intravascular, que leva a derrames pleurais Associado
a anasarca ou edema em outro local |
|
Derrame
geralmente bilateral; comumente subpulmonar A
diminuição da pressão oncótica intravascular associada à hipervolemia provoca
transudação para a cavidade pleural |
|
|
A urina
disseca o retroperitônio, alcançando o espaço pleural e provocando urinotórax |
|
|
Pericardite constritiva |
Aumento
da pressão hidrostática IV nos lados direito e esquerdo Em
alguns pacientes, acompanhado por anasarca maciça e ascite por um mecanismo
semelhante ao do hidrotórax hepático |
|
Aumento
da pressão intrapleural negativa |
|
|
Mecanismo
semelhante ao hidrotórax hepático Líquido
pleural tem características semelhantes às do líquido dialisado |
|
|
Pulmão
encarcerado |
O
encarceramento com tecido fibroso aumenta a pressão intrapleural negativa Pode
ser exsudativo ou limítrofe |
|
Síndrome
do extravasamento capilar sistêmico |
Rara Evolui
com anasarca e derrame pericárdico |
|
Mixedema
no (hipotireoidismo) |
Derrame
ocorre em cerca de 5% Geralmente,
é transudato se houver também derrame pericárdico, devido a pressões
hidrostáticas elevadas; transudato ou exsudato se for derrame pleural isolado |
|
Exsudato |
|
|
Pneumonia (derrame
parapneumônico) |
Pode
não haver complicação ou ser loculada e/ou também purulenta (empiema) É
necessária toracocentese para a diferenciação |
|
Câncer |
Pulmão,
linfoma e mama são as neoplasias mais comuns, mas pode haver derrame com
qualquer tumor metastático para a pleura A dor
torácica é tipicamente difusa e constante |
|
Derrame
em cerca de 30% dos casos: Quase
sempre exsudativo; sanguinolento em mais de 50% Presume-se
embolia pulmonar quando a dispneia for desproporcional ao tamanho do derrame |
|
|
Infecção
viral |
Derrame
geralmente pequeno, com ou sem infiltrado parenquimatoso Predominam
sintomas sistêmicos em vez de pulmonares |
|
Maior
ou somente do lado esquerdo: 73%; bilateral e igual: 20%; maior ou somente do
lado direito: 7% >
25% do hemitórax preenchido com líquido no 30° dia de pós-operatório em 10%
dos pacientes Derrames
sanguinolentos relacionados à sangramento pós-operatório provavelmente se
resolvem Derrames
não sanguinolentos têm probabilidade de recorrer; etiologia desconhecida, mas
provavelmente de causa imunológica |
|
|
Tuberculose (TB) |
Derrame
geralmente unilateral ou ipsilateral aos infiltrados parenquimatosos, se
presentes Derrame
decorrente de reação de hipersensibilidade à proteína da tuberculose Culturas
positivas do líquido pleural para tuberculose acima de 20% |
|
Derrame
em 1–2% Pacientes
têm sarcoide parenquimatoso extenso e, com frequência, sarcoide extratorácico Granulomas
pleurais em muitos pacientes sem derrame Líquido
pleural é predominantemente linfocítico |
|
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Uremia |
Derrame
em cerca de 3% Mais de
50% têm sintomas secundários ao derrame: mais comumente febre (50%), dor
torácica (30%), tosse (35%) e dispneia (20%) Diagnóstico
por exclusão |
|
Abscesso
infradiafragmático |
Causa
derrame subpulmonar “simpático” Neutrófilos
predominam no líquido pleural pH e
dextrose normais |
|
Derrame
com múltiplos fatores etiológicos: Pneumonias (parapneumônico), incluindo
pneumonia por Pneumocystis
jirovecii, outras infecções oportunistas, tuberculose e sarcoma de
Kaposi pulmonar |
|
|
O
paciente é tipicamente um homem idoso com nódulos reumatoides e artrite deformante Deve-se
diferenciar do derrame parapneumônico (ambos caracterizados por baixo nível
de glicose e pH e LDH [desidrogenase láctica] alta) |
|
|
O
derrame pode ser a primeira manifestação do lúpus eritematoso sistêmico Comum
no lúpus eritematoso sistêmico induzido por fármaco Diagnóstico
estabelecido por provas sorológicas do sangue e não do líquido pleural |
|
|
Fármacos |
Muitos
fármacos, principalmente a bromocriptina, dantroleno, nitrofurantoína,
interleucina-2 (para o tratamento de câncer de células renais e melanoma) e
metisergida |
|
Síndrome de hiperestimulação
ovariana |
Síndrome
que ocorre como uma complicação da indução da ovulação com gonadotropina
coriônica humana (hCG) e, ocasionalmente, clomifeno Derrame
desenvolve-se 7–14 dias após a injeção de hCG 52% no
lado direito; 27%, bilateral |
|
Aguda: derrame ocorre em cerca de 50%: bilateral,
77%; do lado esquerdo, 16%; do lado direito, 8% O
derrame decorre da passagem de líquido inflamatório exsudativo do diafragma e
inflamação diafragmática Crônica: derrame decorre de trato sinusal do
pseudocisto pancreático através do diafragma até a cavidade pleural Predomínio
dos sintomas torácicos em vez de abdominais Pacientes
com caquexia que se assemelha à do câncer |
|
|
Síndrome
da veia cava superior |
Derrame
geralmente causado por obstrução do fluxo linfático intratorácico venoso por
câncer ou trombose em um catéter central Pode
ser um exsudado ou um quilotórax |
|
Pacientes
em estado grave Emergência
médica Morbidade
e mortalidade decorrentes de infecção do mediastino e da cavidade pleural |
|
|
Derrame
pleural benigno da asbestose |
Derrame
ocorre em menos de 30 anos após a exposição inicial Frequentemente
assintomático Tende a
regredir e reincidir Deve-se
excluir mesotelioma |
|
Tumor
ovariano benigno (síndrome de Meigs) |
Mecanismo
semelhante ao hidrotórax hepático Cirurgia
às vezes indicada para pacientes com massa ovariana, ascite e derrame pleural O
diagnóstico requer o desaparecimento da ascite e do derrame no pós-operatório |
|
Síndrome
das unhas amarelas |
Tríade
de derrame pleural, linfedema e unhas amarelas algumas vezes surgem depois de
décadas Líquido
pleural tem teor relativamente elevado de proteína e baixo de desidrogenase
láctica Derrame
tende a recorrer Ausência
de dor torácica pleurítica |
|
* As
causas estão listadas primeiras em ordem aproximada de maior frequência. |
|
1.3.1.1 -
Transudatos.
1.3.1.2 - Exsudatos.
1.3.2 - Procedimentos
agressivos: pleurectomia.
1.3.3 - Inserção
de cateteres pleurais.
1.3.4 - Procedimentos
cirúrgicos amplos (toracotomia).
1.3.5 - Agentes
esclerosantes.
1.3.6 - Talco.
1.3.7 - Nitrato
de prata.
1.3.8 - Citocinas
proliferativas.
1.4
– PROCEDIMENTOS – Toracotomia.
Toracoscopia.
De forma geral, a pleurodese pode ser feita por meio da toracotomia, em
que é feita abertura da cavidade torácica para visualizar o pulmão e estruturas
associadas, ou toracoscopia, que corresponde a um exame em que é feita a
visualização do espaço pleural através de um tubo flexível que possui uma
pequena câmera em sua extremidade. Esses procedimentos podem ser feitos sob
anestesia geral ou com a pessoa acordada sob sedação.
De acordo com a forma como é feita a eliminação do espaço pleural, o que
pode variar de acordo com a recorrência das alterações pulmonares, a pleurodese
pode ser classificada em:
·
Pleurodese química, em que são administrados medicamentos com o objetivo de favorecer a
formação a aderência do pulmão e parede do tórax, eliminando o espaço pleural;
·
Pleurodese abrasiva, em que é feita uma esfoliação das células da pleura, provocando
irritação do tecido local e favorecendo a formação de tecido cicatricial, o que
facilita a aderência entre o pulmão e a parede do tórax.
Em alguns casos, durante a realização da pleurodese, o médico pode
realizar outro procedimento que tem como objetivo drenar o líquido e/ou ar que
se encontra em torno dos pulmões, promovendo alívio dos sintomas.
Apesar de raro, é possível que existam algumas complicações do
procedimento, como infecção, febre e dor no local em que foi realizado o
procedimento e, por isso, é importante que a pessoa seja acompanhada pela
equipe médica para que possam ser tomadas as medidas necessárias caso exista
necessidade.
1.4.1.1 - Convalescência
empós PLEURODESE.
1.4.1.1 - MODALIDADE DE PROCEDIMENTO Toracotomia.
1.4.1.2 - MODALIDADE DE
PROCEDIMENTO Toracoscopia.
A Pleurodese é um procedimento médico invasivo que tem como
objetivo eliminar o espaço pleural, que corresponde ao espaço localizado entre
as duas membranas que revestem o pulmão, evitando o acúmulo de líquidos e/ou ar
nessa região, o que pode interferir diretamente na respiração, podendo colocar
em risco a integridade física do paciente e colocar sua vida em risco.
Objetivamente a pleurodese busca prevenir a ocorrência de
derrame pleural e pneumotórax, que são situações em que há dificuldade para
respirar, dor no peito e tosse, por exemplo.
No caso do derrame pleural, há acúmulo de líquidos no
espaço pleural, que é o espaço entre o pulmão e a membrana externa que recobre
esse órgão, enquanto que o pneumotórax acontece quando o ar que deveria estar
no pulmão, escapa para o espaço pleural e fica entre os pulmões e a parede
torácica, aumentando a pressão sobre esse órgão e resultando nos sintomas.
Podemos declarar que a pleurodese torna-se ato cirúrgico
com o objetivo de promover a eliminação do espaço pleural, evitando o acúmulo
de líquidos ou presença de ar no espaço pleural, sendo então possível prevenir
a recorrência dessas situações.
1.5
ANATOMOFISIOPATOLOGIA DO CASO CONCRETO.
1.5.1
- Espaço pleural.
1.5.1 - Membranas que revestem o pulmão.
1.5.2 - Acúmulo de líquidos.
1.5.3 - Derrame Pleural.
1.5.4 - Derrame Pneumotórax.
PLEURODESE
ESQUERDA